/ Oradora Confirmada
Patricia Mestre
Atualmente a trabalhar na Microsoft, Patrícia Santos Mestre é responsável de Partner Marketing para a região EMEA, depois de ter desempenhado o cargo de Chief Marketing Officer na Microsoft Portugal, onde liderou iniciativas de transformação digital, branding e inovação com impacto nacional.
Em 2024, foi reconhecida como uma das Top 100 CMO globais pela HotTopics, destacando-se pela sua capacidade de alinhar propósito, estratégia e execução com excelência.
Além da carreira corporativa, é docente na Nova IMS, onde ensina comportamento das organizações, desafiando os seus alunos a pensar além da teoria — e a compreenderem o papel fundamental da empatia, da liderança consciente e da cultura empresarial no sucesso de qualquer transformação digital.
Como keynote speaker na área de Martech, Patrícia partilha uma paixão profunda: aliar a tecnologia ao marketing para criar experiências humanas, relevantes e memoráveis.
Acredita que, num mundo cada vez mais orientado por dados e algoritmos, a verdadeira vantagem competitiva reside na forma como nos conectamos com as pessoas — dentro e fora das organizações.
Com um percurso marcado por lançamentos de programas emblemáticos como o Building The Future e iniciativas STEM em escolas, tem sido uma força catalisadora na inclusão tecnológica, na capacitação digital e na liderança feminina em tecnologia.
Mãe de dois filhos, Patrícia equilibra a exigência do mundo corporativo com uma visão de liderança genuína e empática. Defende que a mudança sustentável só acontece quando conseguimos integrar a tecnologia com o que nos torna humanos: escuta, propósito e coragem para desafiar o status quo.
Patrícia responde...
Como acreditas que esta ideia pode inspirar, provocar ou transformar quem a ouve?
Esta ideia pode inspirar porque nos recorda de algo essencial: a inovação que mais falta ao mundo de hoje não é técnica — é humana. Vivemos rodeados de avanços tecnológicos, mas cada vez mais distantes uns dos outros, menos preparados para escutar, colaborar ou lidar com o diferente. Pode provocar porque desafia o mito de que o progresso depende apenas de máquinas, dados ou inteligência artificial. Na verdade, o que está em crise é a nossa capacidade de ser empáticos, responsáveis e conscientes — como indivíduos, como líderes, como sociedade. E pode transformar porque oferece uma nova visão de futuro: um futuro onde a verdadeira revolução está nas relações, no carácter, e na forma como cuidamos uns dos outros. A inovação que o mundo mais precisa agora começa dentro de nós.
Qual é a ideia central que queres partilhar
Estamos obcecados com o próximo avanço tecnológico, mas ignoramos a crise silenciosa das soft skills. A verdadeira disrupção será quando voltarmos a ensinar carácter, não apenas competências técnicas.
Alguma frase pessoal que resuma a tua motivação ou visão?
Acredito que o próximo grande salto não virá das máquinas, mas da nossa capacidade de sermos mais humanos uns com os outros.